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  • Foto do escritorHeloisa Rocha

Ecoando Diversidade

Conheça a TAMBOR.BIZ e entenda o porquê que as agências precisam investir em inclusão e diversidade.


Em um ambiente com fundo cinza, Eduardo Victor está com o rosto e o corpo levemente virados para o lado esquerdo da tela. Além disso, ele está com o braço direito à frente do corpo até encostar em sua cintura e com o cotovelo esquerdo apoiado, permitindo que sua mão acaricie seus longos e cacheados cabelos escuros. Ele usa uma blusa preta de mangas compridas e gola alta e uma corrente prateada. Eduardo é um homem magro, de pele branca, olhos castanhos e com uma boca pequena, que, na foto, está entreaberta e mostrando os dentes.
Eduardo Victor (Divulgação)

"Quando eu cheguei na Tambor era tudo mato, né. [...] Eu sabia que era necessário que tivesse alguém que conseguisse entender de gestão, negociação e jurídico porque sempre vi o meu trabalho (conteúdo) como uma empresa.", explica o criador de conteúdo e midiólogo Eduardo Victor (@oeduardovictor), primeiro creator agenciado pela empresa TAMBOR.BIZ. E em uma realidade em que, segundo a quinta edição do estudo "Diversidade na Comunicação de Grandes Marcas no Brasil", a população com deficiência teve, em 2022, apenas 0,8% de participação nos anúncios publicados nas redes sociais se faz cada vez mais necessário que as agências promovam diversidade e inclusão e, no Brasil, temos como exemplo a TAMBOR.BIZ.


Atualmente, a agência representa mais de 70 pessoas plurais de todos os cantos do país e o fundador e CEO Vitor Bastos conta que decidiu que a empresa iria trabalhar com diversidade a partir de uma dor própria, já que, ao longo de sua trajetória profissional, sofreu gordofobia e homofobia. Então, ao criar a TAMBOR.BIZ, ele resolveu que iria "levar a cura para as empresas", ou seja, que iria levar pessoas (plurais) para trabalharem internamente em empresas e, ao mesmo tempo, transformá-las em lugares mais inclusivos. Entretanto, a missão da empresa não se resume apenas aos grupos aos quais Vitor se encontra, pois, segundo ele, para lutar pelo que acredita é preciso incluir todas as outras diversidades dentro desse processo.


O que é a TAMBOR.BIZ? Vitor Bastos a classifica como uma impulsionadora de negócios de marcas, empresas e pessoas. Atualmente, ela presta os seguintes serviços: curadoria de palestrantes, curadoria de criadores de conteúdo e influenciadores (creators) e, também, o gerenciamento de todas as etapas de contratação de um cliente para um creator. Além disso, eles possuem o cross diversity, serviço que torna empresas em marcas inclusivas por meio de uma estratégia interna - palestras e workshops - e que promove, de forma externa, publicidade ao cliente.


Eduardo Victor lembra que, ao chegar na TAMBOR.BIZ, havia um nicho muito forte de pessoas com deficiência que não sabia cobrar e nem se posicionar no mercado, mas que tinha muito potencial. Com o objetivo de resolver a situação, a empresa proporciona, além de todos os serviços já citados, o agencimento da carreira, da reputação e de todos os aspectos comerciais do creator. "[...] o profissional foca na paixão e nós cuidamos desse resto do comercial inteiro para ele.", explica Vitor Bastos.


Usando um boné marrom, um óculos de grau de armação transparente, uma camisa amarela com estampa indefinida em preto e vermelho, uma jaqueta de couro e uma bolsa transpassada, Vitor Bastos sorri mostrando os dentes. O fundo da imagem é uma parede cinza com letras brancas impressas. Ele é um homem gordo de pele branca e usa barba e bigode grisalhos.
Vitor Bastos (Divulgação)

Quando questionado o porquê que o mercado publicitário precisa ser mais diverso e inclusivo, Vitor Bastos afirma que é porque gera dinheiro. O CEO da TAMBOR.BIZ diz que, além da existência de uma cobrança social por representatividade, as pessoas consomem as campanhas com as quais se identificam. Por falar em identificação, são, segundo ele, os influenciadores de nicho (micro influenciadores) que conseguem, de fato, promover o diálogo com a sua audiência e fazer a diferença na vida do outro; diferentemente da celebridade ou do mega influenciador que, pela quantidade e variedade de perfis, não consegue manter essa comunicação.


Apesar de ser um negócio economicamente promissor, Vitor Bastos afirma que se trata de um mercado pouco explorado, já que, de acordo com o estudo "Publicidade Inclusiva: Censo de Diversidade das Agências Brasileiras 2023", assinado pelo Observatório Diversidade na Propaganda (ODP) e em parceria com a Gestão Kairós, menos de 2% das pessoas que trabalham nas agências publicitárias possuem uma deficiência e não há nenhum CEO de organização com deficiência. Em outras palavras, as pessoas com deficiência não estão sendo representadas porque não estão dentro da tomada de decisão. Para Vitor, a sociedade não considera criadores com deficiência nas campanhas porque eles não estão dentro do seu imaginário. Prova disso é que uma pesquisa da TAMBOR.BIZ revelou que 60,7% dos creators com deficiência entrevistados nunca participaram de uma campanha paga por uma marca e 2% deles vivem do trabalho que fazem na internet.


O que podemos fazer para mudar esta realidade? Vitor Bastos responde com os seguintes questionamentos: Você segue pessoas que são o oposto do que você representa no mundo para você ampliar a sua visão? Você realmente segue e está dando valor às pessoas que estão construindo o futuro que você espera para você? Além da reflexão, ele aproveita o espaço para convidar os leitores do blog Moda Em Rodas a acessarem (e seguirem) o perfil no Instagram da empresa para conhecerem os creators agenciados e, também, entenderem o posicionamento da TAMBOR.BIZ e a campanha #InfluênciaDoFuturoAgora.


Com a palavra, creators agenciadas pela TAMBOR.BIZ

💬 Por que é importante existir uma agência focada em inclusão e diversidade?


É muito importante uma empresa que reconheça o nosso potencial como criador de conteúdo. Infelizmente, a sociedade não nos vê como pessoas que produzem ou pessoas com talentos pelo pensamento capacitista que ainda nos persegue. Então, ter esse reconhecimento e ter uma empresa que nos coloca como criadores junto às marcas é muito significativo. Maria Paula Vieira (@maaria_vieira)
É ter, para mim, uma agência que me represente não somente como cota de diversidade dela, mas por realmente acreditar na diferença que posso gerar conjuntamente. Lelê Martins (@blogueirapcd)
É poder ter um lugar de acolhimento e que acredite no nosso trabalho, já que somos desmerecidos todos os dias tanto nas ruas quanto no mercado de trabalho. Giovanna Massera (@toranja.mecanica)

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