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  • Foto do escritorHeloisa Rocha

Websérie de Moda Inclusiva

Instituto C&A e Meu Corpo é Real lançam projeto que visa transformar e acessibilizar a indústria da moda.



No Dia Nacional de Luta da Pessoa com Deficiência, celebrado em 21 de setembro, foi lançado o primeiro episódio da websérie Curadoria Inclusiva - Costurando vivências para desenhar novos futuros, iniciativa do Instituto C&A em parceria com a plataforma Meu Corpo é Real, fundada por Michele Simões.


Segundo Michele Simões, a ideia surgiu no início do ano passado quando o Instituto C&A a procurou para que desenvolvessem uma ação que pudesse mobilizar o cenário de moda inclusiva. Antes disso, em 2021, a designer de futuros anticapacitistas teve a honra de participar do Fashion Futures, premiação promovida pelo pilar social da C&A no Brasil e que tem o objetivo de repensar a moda nacional.


Em um ambiente composto por uma parede de cores que vão do lilás ao rosa em degradê e piso claro, Michele Simões sorri mostrando os dentes e está sentada em uma cadeira de rodas, que, na imagem, está de virada para o lado direito. Ela usa botas brancas de cowboy, brincos compridos prateados, blazer e calça de cor magenta e uma blusa verde limão de gola alta e mangas compridas. Ela é uma mulher de pele branca, magra, cabelos castanho-avermehados, ondulados e longos e, na imagem, está de batom vermelho. Atrás dela há uma cortina azul, uma arara de madeira com roupas penduradas e caixotes brancos com a logomarca do Instituto C&A impressa.
Michele Simões (Arquivo Pessoal)

A proposta de Curadoria Inclusiva - Costurando vivências para desenhar novos futuros é a de abrir um novo diálogo sobre moda inclusiva, abordando temas e perspectivas de experiência de compra, usabilidade, desenvolvimento e estilo. Assuntos que, para Michele Simões, quase sempre são sobrepostos pela funcionalidade da peça, que é tão importante quanto os demais. Para isso, a websérie pretende disseminar os conteúdos de forma prática aos empreendedores (e outros profissionais) que desejam iniciar processos que incluam o consumidor com deficiência dentro de suas frentes, sejam criando produtos, sejam trazendo qualidade em outras interfaces.


Responsável por liderar a curadoria e o roteiro dos episódios, Michele Simões disse que o maior desafio de todo esse processo foi o recorte tanto das deficiências abordadas quanto dos conteúdos coletados. Em outras palavras, ela conta que haviam muitas questões a serem encaixadas em três minutos - tempo médio de duração de cada vídeo - e que, durante as gravações, os participantes contribuíram com falas riquíssimas, que tiveram de ser editadas por uma lente pensada para abrir novos diálogos com o público que se interessa pelo tema, mas não sabe por onde começar.


Dividida em quatro episódios, a websérie conta com a participação da influenciadora digital Rebeca Costa (Look Little), a relações públicas Laís Ramires, a criadora de conteúdo Geisa Farini e a fotógrafa, jornalista e modelo Maria Paula Vieira. Participam também as empresárias Josi Zurdo (Via Voice For Fashion) e Silvana Louro (Equal Moda Inclusiva), o consultor de diversidade Edgar Jacques e a fisioterapeuta Jéssica Reolon. Os conteúdos possuem recursos de acessibilidade comunicacional, como descrição de imagem, legenda e tradução em libras, que é feita por Leo Castilho.


Quando questionada sobre o futuro desta iniciativa, Michele Simões acredita que a parceria com o Instituto C&A pode reverberar no desdobramento de novos frutos, pois cada episódio traz perspectivas que podem se transformar em soluções e práticas inovadoras. E finaliza dizendo que o maior aprendizado desse processo foi, dentro do que foi viável, o de construir, com responsabilidade e informação, um caminho que ainda está em processo de construção, uma vez que a moda inclusiva ainda é um assunto embrionário no mundo e vem de um contexto de extrema exclusão.


💻 De forma online e gratuita, os os episódios da websérie estão disponível no canal do YouTube do Instituto C&A.


Como posso tornar a minha marca mais acessível?

Com exclusividade para o blog Moda Em Rodas, a designer de futuros anticapacitistas, Michele Simões, trouxe três dicas para as marcas que desejam abraçar o consumidor com deficiência, mas não sabem por onde começar.


1️⃣Pesquise: A internet é uma grande ferramenta para encontrar materiais e, também, para acompanhar, em um primeiro contato, pessoas com deficiência, que abordam, nas redes sociais, os mais variados temas. Além disso, é preciso ir a campo e conversar com este público. Caso não haja ninguém com deficiência na sua rede, você pode visitar centros dedicados à iniciativas de inclusão e desenvolvimento de pessoas com deficiência em diversas frentes, como educação, esporte, reabilitação e tantas outras.

2️⃣Recorte: Estabeleça as demandas que a sua marca conseguiria abarcar neste momento e as frentes que podem ser desenvolvidas para conseguir trazer melhores experiências para os consumidores com deficiência. Aqui, pode-se incluir acesso, comunicação, produto, atendimento, etc.

3️⃣Cocrie: Nunca desenvolva inciativas sem envolver quem vai usar e comprar. Ou seja, siga o lema das pessoas com deficiência: "Nada sobre nós, sem nós!"







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